Quando ouvi essa reflexão em um evento recente, fiquei intrigado e me questionando sobre a profundidade dessa ideia. Precisei discutir com meu time e amigos de TI para validar essa percepção e logo percebi que o palestrante tinha total razão.
Eu sempre acreditei no papel indispensável de quem transmite conhecimento — como palestrantes, mentores e professores — para preparar as empresas diante das constantes mudanças do mercado. Como filho de professora, aprendi desde cedo a ouvir, refletir e questionar as verdades ditas. Essa habilidade me mostrou o poder transformador do conhecimento.
Em áreas como a IA, onde o avanço tecnológico acontece em ritmo acelerado, ser "especialista" não significa saber tudo, mas sim ter a capacidade de aprender continuamente, se adaptar às mudanças e compreender os fundamentos que sustentam o campo. Esse dinamismo cria um paradoxo interessante: quanto mais alguém aprofunda o conhecimento em IA, mais percebe o quanto ainda há para aprender. Isso destaca a importância da colaboração entre profissionais de diferentes áreas e da interdisciplinaridade.
E já que estamos falando sobre IA, como você tem se dedicado a explorar as infinitas ferramentas disponíveis no mercado? Recentemente, conduzi várias entrevistas para uma posição de gerente de clínica médica e questionei os candidatos sobre seu conhecimento em IA. Meu cliente, uma empreendedora visionária, sempre busca estar à frente do que há de melhor no mercado, e isso inclui ferramentas tecnológicas.
Costumo reforçar que usar ferramentas de IA é um diálogo, e não um monólogo — diferentemente de uma busca no Google, por exemplo.
Essas habilidades, quando desenvolvidas, colocam qualquer pessoa à frente em qualquer ambiente. Quem domina ferramentas de IA consegue entregar resultados mais rápidos e assertivos, graças ao conhecimento atualizado e aplicado.
É importante entender que esses questionamentos já fazem parte dos processos de seleção. E o recrutador, por sua vez, precisa estar preparado para aprender com você, assim como o contratante, que está em busca de um profissional que possa agregar valor e inovação.
A IA não irá tirar o emprego de ninguém. Mas as pessoas que dominam a IA certamente ocuparão os espaços de quem não se atualizou.
Nesse campo tão dinâmico, ser "especialista" significa estar em um processo contínuo de aprendizagem. Ser um eterno aprendiz nunca foi tão necessário.
E aí, quais ferramentas você já domina nesse universo de infinitas possibilidades da inteligência artificial?
Abraaaaço!
Graziano Andrade
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